Jardim Catarina recebe encontro que discute meio ambiente e impacto das mudanças climáticas
Evento acontece neste sábado (25) e convida moradores a mapearem coletivamente os problemas e soluções para o território do Jardim Catarina
A 1ª Ação Territorial aconteceu na Ilha de Itaoca, no Salgueiro. De acordo com a organização, ao todo serão quatro ações territoriais até o fim de 2025 em espaços da cidade que possuem características diversas. | Foto: Arquivo/Ressuscita São Gonçalo
O Jardim Catarina terá um espaço de diálogo e formação sobre as desigualdades sociais agravadas pelas mudanças climáticas. A iniciativa parte da defesa de que as respostas a essas mudanças precisam garantir que as comunidades mais vulneráveis, justamente as que menos contribuíram para o problema, não sejam as mais impactadas, princípio conhecido como justiça climática.
A ação, que marca o segundo encontro para a construção do Dossiê por Justiça Climática, acontece neste sábado (25), das 9h às 12h, no Centro Comunitário do Jardim Catarina (CCJC). A iniciativa é realizada pelo Ressuscita São Gonçalo com apoio do Fundo Casa Socioambiental em parceria com os grupos Comunidade e Pesquisa em Educação em Ciências, Ambiente e Saúde (COMPEAS/UERJ), Dinâmicas Ambientais e Geoprocessamento (DAGEOP/UERJ) e a Organização Comunitária Nós por Nós, grupos vinculados à Frente Socioambiental de São Gonçalo, fórum popular que reúne diferentes coletivos e movimentos sociais que atuam no município.
O dossiê pode ser uma ferramenta comum de lutas e reivindicações, construída pelo povo gonçalense, para incidir na construção de políticas públicas mais inclusivas e efetivas”
A 1ª Ação Territorial aconteceu na Ilha de Itaoca, no Salgueiro. De acordo com a organização, ao todo serão quatro ações territoriais até o fim de 2025 em espaços da cidade que possuem características diversas.
A proposta é de uma metodologia participativa para articular vivências locais, conceitos científicos e dispositivos legais, que garantem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Durante a dinâmica, os participantes poderão compartilhar memórias sobre os problemas como a falta crônica de água, esgoto a céu aberto, alagamentos frequentes, descarte irregular de lixo, poluição sonora e outras situações que afetam simultaneamente a qualidade de vida das pessoas e o equilíbrio ambiental, situações essas conhecidas como violações socioambientais.
O território visto por quem vive nele
O encontro terá uma etapa de construção de Cartografia Social, quando a própria comunidade mapeia o lugar onde vive, destacando o que considera importante desde problemas à potencialidades. Com o apoio de mediadores, os participantes poderão mapear coletivamente as principais violações e resistências do território. Identificar áreas de risco, pontos de alagamento, locais simbólicos de mobilização comunitária e espaços que precisam de preservação. O mapa construído coletivamente servirá não apenas como registro e produto do encontro, mas como ferramenta política de denúncia e reivindicação por justiça climática.
Os mapas produzidos e relatos coletados na atividade irão compor e estarão registrados no Dossiê por Justiça Climática de São Gonçalo em versão física e digital. Para mais informações, acompanhe as redes sociais @ressuscitasaogoncalo.





